• Ana Paula Ostapenko

12 Mulheres de MS que arrasam nas artes!

Hoje queremos homenagear 12 mulheres de MS que arrasam em suas áreas, são mulheres fortes, destemidas e inspiradoras, são uma amostra do que temos de mais brilhante na música, literatura, teatro, cinema, dança e multiversos, uma forma que pensamos de representar todas as mulheres trabalhadoras da cultura desse nosso Estado rico e cheio de mulheres extremamente talentosas.


Música


Marina Peralta


Nascida em Campo Grande, Mato grosso do Sul, Marina Peralta é cantora e compositora, e desde 2014 tem circulado por diversos estados apresentando o seu trabalho autoral. Uma artista versátil e completa que procura expressar em diferentes projetos e formatos, suas influências musicais. Faz parte do hall de artistas em ascensão no mercado fonográfico, com um trabalho espiritualizado, ativo e atual, que ao longo dos anos moveu-se pelo samba e MPB, até se estruturar na música reggae e rap. Letras que ressaltam o empoderamento das mulheres, a luta por igualdade social e econômica e a situação dos povos indígenas são presentes em seu repertório e discurso.

Maria Alice


A “cearense sul-mato-grossense” lançou seu primeiro disco “No Mundo a Passeio” no ano de 1997. O álbum teve direção musical do parceiro Pedro Ortale e repertório com músicas de compositores ícones de Mato Grosso do Sul, como Geraldo Espíndola, Paulo Simões e Geraldo Roca. A carreira solo ganhou impulso e Maria Alice participou de várias produções, como o programa “Som do Mato”, da TV Educativa MS, o “Festival Latino-americano de Arte e Cultura”, em Corumbá, o projeto “Temporadas Populares”, quando abriu o show de Zeca Baleiro, e o espetáculo “Uma Pra Estrada – Tributo a Geraldo Roca”, ambos realizados em Campo Grande.

Maria Alice tem uma trajetória como ativista na área cultura. Atualmente faz parte da diretoria do Sindicato dos Músicos, Autores e Técnicos de Mato Grosso do Sul (SIMATEC). Ela também presidiu o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Campo Grande, representando o Fórum Municipal de Cultura. Foi conselheira indicada pelo Colegiado Estadual de Música, como representante do Fórum Estadual de Cultura/FESC-MS) ao Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul (CEC-MS), e é membro do Colegiado Nacional de Música.



Dança


Franciella Cavalheri


Terapeuta Ocupacional e Artista da dança, graduada e pós-graduada pela Universidade Católica Dom Bosco, Dançaterapeuta, fotógrafa e filmmaker.

Integrante - fundadora do Conectivo Corpomancia desde 2008. Atua no desenvolvimento de experimentos em dança contemporânea com foco na improvisação dentro e fora. É intérprete – bailarina, provocadora em processos de criação e preparadora corporal. Professora de pilates, é instrutora de diferentes moveres.

Paralelamente, como filmmaker, tem atuado em documentários, videoclipes, mas principalmente pesquisando a relação corpo-câmera, propondo projetos de videodança pela produtora Cravo Filmes. Entre os destaques, dirigiu a videodança/curta-metragem "Maria, Madalena" e o teaser "Se você me olhasse nos olhos", da Ginga Cia de dança.

Hoje é presidenta do Fórum Municipal de cultura e compõe uma diretoria eleita em Junho de 2019 em que seus membros exercem de forma autônoma as suas funções e as ligações com potenciais colaboradores, extrapolando o número formal de integrantes e de atribuições.


Nidal Abdul


Nidal Abdul, experiente bailarina de dança do ventre, muito conhecida no meio cultural e tradicional de Mato Grosso do Sul, é também uma das pioneiras na arte aqui no estado, desenvolvendo um trabalho de referência e muito talento. De família libanesa, a dançarina começou na a dançar ainda na pré-adolescência. Ela cresceu, se especializou e desde então vem trabalhando com mulheres de todas as faixas etárias, já que a dança do ventre não impõe limite de idade, tipos de corpos ou padrão de beleza.

O que pouca gente sabe, é que em determinada fase da vida, Nidal desenvolveu um problema de asma, seguida por uma depressão e síndrome do pânico severos. “Nunca parei de trabalhar, mas fiquei bem debilitada. Eu pensava que se eu continuasse assim, não daria mais conta de viver, era algo muito forte. Eu fazia tratamento e as minhas recaídas eram sempre piores”, lembra ela.

Desde então, Abdul foi buscar nas terapias alternativas, quânticas, cursos onde percebeu qual era sua missão de vida: “trabalhar a dança não apenas como arte e cultura, mas como uma cura. Seja um nível simples de ansiedade, a um nível extremo, depressão…”. A partir disso, ela desenvolveu o projeto “Dança da Vida”, onde aplica a dança em aula de forma terapêutica, trabalhando tanto o lado físico quanto o emocional.



Teatro

Angela Montealvão


Angela Montealvão é atriz, produtora cultural, maquiadora e figurinista de teatro desde 2004, regulamentada como atriz profissional. Integrante do grupo I.T - Identidade Teatral atuando no espetáculo “O Rei Que não Sabia Rir” que desde sua estreia em 2008, espetáculo com o qual foi premiada como Melhor Atriz, Melhor Figurino do Estado de MS em 2011 pelo Festival Sul-Mato-grossense de teatro promovido pela FESMAT (Federação Sul-Mato-grossense de Teatro).

Angela também é uma das fundadoras do bloco de carnaval Capivara Blasé, além de idealizadora do espetáculo para bebês Co’Ser.


Ligia Prieto



Lígia é atriz, psicanalista e diretora de teatro. Trabalha com teatro desde 2003. Formada em Psicologia pelo CES-JF(MG). Especialista em Psicanálise e Saúde Mental pela UERJ. No RJ também trabalhou como gerente de cultura na Secretaria da Pessoa com Deficiência, onde ministrava e coordenava cursos de teatro com o objetivo de reabilitação e desenvolvimento dos atendidos na SMPD. No Rio de Janeiro também participou de vários cursos de formação artística, entre eles: “Reciclagem de atores profissionais”, “Nelson Rodrigues”, “Comédia e Tragédia no contemporâneo”, entre outros. Participou de mais de 50 espetáculos como atriz, e de 36 espetáculos como diretora, entre eles “O amor é uma comédia em dois atos”(Cia Fulano di Tal - MS); “Se Deus é Brasileiro, o Diabo que se cuide” (Cia Fulano di Tal - MS), espetáculo em que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro Sul-Matogrossense; “Até que a morte nos separe” (Grupo Arte Boa Nova-MS); “No gosto doce e amargo das coisas de que somos feitos” (OFIT – MS), “Labirinto” (Cia Alfândega 88 – RJ), espetáculo em que viajou o Palco Giratório (SESC 2014), “Diálogo Absurdo” (Cia de nós dois - RJ), “Despertar da Primavera” (Grupo Casa – MS), ”Amor – 1980” (Grupo Casa – MS), “A Vida é Sonho” (Grupo Casa – MS), “Tragédias.br” (Grupo Casa – MS), além da série de 33 espetáculos da Turma do Bagacinho, em que vive o personagem que dá nome a série desde 2015. Voltou a residir em Campo Grande no ano de 2014, quando fundou o Grupo Casa, assumindo a direção de um coletivo de teatro e também de uma escola de formação de artistas de teatro. O Grupo Casa conta com mais de 100 alunos em formação, entre crianças e adultos, e já realizou mais de 20 festivais voltados para a construção de novos artistas de teatro.


Cinema

Pâmela Yule


Pamella Yulle interpreta a personagem Bianca no filme "Madalena", dirigido por Madiano Marcheti, que estreiou esse ano no Festival Internacional de Cinema de Roterdã. O filme conta a história de Luziane, Cristiano e Bianca que, com poucas coisa em comum, embora não se conheçam, os três são afetados pelo desaparecimento de Madalena, uma mulher trans. Em regiões diferentes da cidade, cada um deles encontra seu modo de responder a essa ausência. O longa denuncia a violência constante do país que mais mata a população LGBTQIA+.



Marinete Pinheiro


Jornalista, escritora e cineasta. Autora de dois livros sobre cinema:“Salas de Sonhos - Histórias dos cinemas de Campo Grande” e “Salas de Sonhos II - Memórias dos Cinemas de Mato Grosso do Sul” publicados pela Editora da UFMS (2008/2010). Estudo cinema na Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antônio de los Baños/Cuba (EICTV), considerada uma das melhores escola do mundo. Voltou para o Brasil e dirigiu o documentário "A Dama do Rasqueado", premiado em 2017 na Mostra Nacional Sesc de Cinema. Fez curadoria para Festivais como o FestCine Vídeo América do Sul, Festival América do Sul, Festival de Inverno de Bonito e Festival Internacional de Cine en Centroamérica y Caribe, onde foi Convidada especial em 2013. Ministrou cursos de cinema em Campo Grande, Anastácio, Bonito, comunidade quilombola Furnas do Dionísio e Aldeia Darci Ribeiro. Desde 2015 está na Coordenação do Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul onde desenvolve diversas atividades de formação, difusão e promoção na área da fotografia, música e, principalmente, cinema.


Literatura

Tânia Souza


Professora, Tânia escreve poesias, contos e crônicas. São de sua autoria as coletâneas De(s)amores e outras ternurinhas (poesia – 2016) e Estranhas delicadezas (2017). Neste último volume, escrito em verso e prosa, Tânia reúne narrativas fantásticas ligadas ao universo feminino. No campo da literatura infantil, publicou os livros Um gato no jardim (2018) e Bichinhos da horta (2018). Participou por três anos do sítio Quotidianos e, atualmente, publica suas criações literárias na página Tânia Souza, no Facebook. Outros dos seus textos podem ser encontrados em espaços virtuais diversos, como no sítio Contos de Terror. Integrou, também, como coautora, os seguintes livros: Ventos poéticos; À sombra do corvo — poesias sombrias; Contos sombrios de Natal; Histórias Fantásticas —Vol. 1; Cursed City —onde as almas não têm valor; Olympus —Histórias da Mitologia; Crônicas da fantasia; Quando o Saci encontra os mestres do terror; Distopia; Fagulhas poéticas I; 501 poetrix para ler antes do amanhecer e A voz dos Mundos (antologia de contos de ficção científica publicada pela Através Editora, Galiza).

Tânia é uma escritora de uma sensibilidade impressionante, e esta virtude não deixa de estar presente em suas mais aterrorizantes criações. Estas, aliás, vão da ficção científica ao terror, mas é no universo fantástico que a delicada autora pantaneira revela o seu lado mais humano, dotado de um lirismo cativante.


Diana Pilatti


Diana Pilatti. Professora e poeta. Nasceu em Foz do Iguaçu/PR, mas mora em Campo Grande desde menina.

Autora dos livros Palavras Avulsas (2019) e Palavras Póstumas (2020).

Participou de várias coletâneas e revistas, com o a I Coleção de Livros de Bolso do Mulherio das Letras (2019), indicada ao prêmio Jabuti. Organizadora da Mostra Poetrix (2020).

Divulga poesia nas redes sociais em seu blog pessoal | POESIA | DIANA PILATTI |.


Multiversos artísticos

Bianca Garutti


Bianca nem imaginava que algum dia teria seu trabalho “divulgado” por mais de 90 milhões de pessoas. “E todo dia aumenta um pouquinho, é completamente exponencial!”. A artista de AR (augmented reality, isto é, realidade aumentada) é muitas coisas: a primeira de MS a ser destaque na galeria de filtros do Instagram, além de ser uma das poucas mulheres brasileiras a conquistar reconhecimento internacional pelo seu trabalho.


Rana Forato


Rana é a expressão artística de Nara Tawanna Forato, professora de maquiagem, Maquiadora , cabeleireira especialista em designer de cor e Visagista. Referência na cena drag de Campo Grande. Desde criança gostou de trabalhar com artesanato e mais pra frente a maquiagem entrou na vida dessa multiartista, hoje ela é professora de arte e beleza e nos brinda sempre com alguma maquiagem maravilhosa nos seus perfis nas redes sociais.

Descobriu a arte drag através de um aluno e um amigo , e desde então a 4 anos foi vida a Rana Foratto.

Sabemos que existem muito mais mulheres artistas nas mais diversas áreas por esse Mato grosso do Sul, essa lista é apenas uma forma de homenagear todas elas e você pode homenagear sua mulher que arrasa nos comentários. Que o Dia internacional da Mulher seja um dia de reconhecimento para todas!


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