• pedrodemoraesmartine

Clarice: uma grande heroína de volta

Ela está de volta, galera!


Clarice Starling.


Essa não é uma sequência de O Silêncio dos Inocentes (1988) ou Hannibal (1999), e você não verá a Jodie Foster reincorporar a personagem mais icônica do cinema aqui. Todo o drama deste novo conto bem escrito é focado devotadamente em Clarice, agora retratada com coração e inteligência por Rebecca Breeds.


Carregada de sagacidade e um impacto emocional inegável, a série da CBS nos leva a 1990 com primor. Um ano depois de resgatar Catherine Martin do horror do porão de Buffalo Bill, a agente do FBI Clarice Starling recebe uma missão urgente da mãe de Catherine, a procuradora-geral Ruth Martin: se juntar ao Programa de Apreensão de Criminosos Violentos (VICAP) na investigação de três possíveis assassinatos em série.



Esse não é um pedido surpreendente. Clarice tem, como ela prova regularmente, dons únicos como analista criminal e já primeira na cena de crime aparecem as pretensões psicológicas de um assassino. O tratamento com as vítimas parecia apaixonado, de um homem em chamas que no fundo era só um cara frio. "As feridas que ele fez mostram isso" - concluiu Starling.


Starling vai voltar sua atenção para esses três assassinatos em série, mas não com consternação definitiva. Ela se opõe às opiniões de seus superiores na questão dos assassinos em série - que é a resposta oficial imediatamente aceita quando qualquer assassinato misterioso ocorre. Isso é intolerável para Clarice que acredita em uma consideração muito mais detalhada das evidências e que sempre é cética em relação à um ponto final sem análise profunda.



Neste personagem decididamente confiante e glamoroso vemos o produto de uma infância nada idílica que suportou as mais angustiantes experiências nas mãos de assassinos psicopatas. É só ela que entende os motivos de tudo que está acontecendo. Ela é rápida em descobrir que o motivo pelo qual os funcionários da agência concluem que o último assassinato é obra de um serial killer tem algo a ver com a atenção que o assunto atrai. É uma notícia sensacional do tipo que atrai a imprensa.


Clarice aqui não estará de forma alguma livre das memórias de terror que ela sofreu ao longo de sua carreira. Ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático, recebeu ordens de se submeter a sessões de terapia e, além disso, está sujeita a flashbacks, juntamente com aparições alucinatórias de estranhas formas de vida em suas mãos mas ainda assim, ela é uma boa aposta de que nenhum agente do FBI jamais pareceu tão radiante de ansiedade a caminho da batalha como Clarice Starling parece.



5 pipocas!




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