• Ana Paula Ostapenko

Começa hoje, em Campo Grande, a Flisesc 2021


Durante três dias o Sesc Cultura, integrante do Sistema Comércio, será tomado por ações literárias da FliSesc 2021 – Festa Literária do Sesc MT/MS, com as mais diversas formas de manifestação literária.


Parceria entre o Sesc Mato Grosso do Sul, Sesc Mato Grosso e também com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, a FliSesc tem como objetivo incentivar, fomentar e potencializar as práticas literárias, com apresentações, oficinas, palestras e debates. O tema deste ano é A escrita como memória do futuro / O futuro como memória da escrita.


“É o encontro de múltiplas manifestações literárias, desde a oralidade tradicional e contemporânea, à vanguarda da poesia visual, aos contos, crônicas e ensaios, indo além e provocando a intersecção da literatura com todas as linguagens da cultura”, explica a diretora regional do Sesc MS, Regina Ferro. Nesta edição conjunta, a FliSesc vai oportunizar o encontro de programações entre os dois estados, fortalecendo e fomentando a cultura literária da região através do intercâmbio de artistas.


Em Mato Grosso, a Festa será de 09 a 14 de novembro nas unidades operacionais Arsenal e Rondonópolis em MT. Em Mato Grosso do Sul acontece entre os dias 17 a 19 de novembro no Sesc Cultura e na Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paím.


Confira a programação em Campo Grande:

1° DIA

17/11 FLISESC 2021 14h às 18h – Oficina de crônicas — o literário cotidiano Ministrante: Felipe Holloway (MT) Vagas: 20 Faixa etária: 16 Formato Presencial Local: Sala de música Sesc Cultura Av. Afonso Pena 2270 – centro.

Nesta oficina, com base em textos de Francine Prose, Luis Fernando Verissimo e Stanislaw Ponte Preta, o gênero “crônica” será discutido como transposição das lentes estetizantes da literatura para os temas da vida cotidiana. O humor e a ironia também serão abordados como componentes essenciais da construção de sentido de parte significativa dessas produções. A oficina demandará ainda a produção de um texto escrito de cada um dos participantes.

18h30 – ABERTURA OFICIAL DA FLISESC 2021

18H40 – MESA LITERÁRIA CRÔNICAS PARA JUVENTUDE Convidados: Felipe Holloway (MT) e Henrique Komatsu (MS) Mediação José Gilberto Rozisca (MS) Formato Presencial Local: Átrio – Sesc Cultura

20H – POCKET SHOW COM IARA RENNÓ Formato Presencial Local: Sesc Cultura

É na pluralidade que Iara afirma sua singularidade. Cria e apresenta projetos multilinguagens que abrangem poesia, música, videoarte (AfrodisíacA); literatura, teatro, música, dança (Macunaíma Ópera Tupi). Versa sobre o poder sexual feminino e reverência às culturas de povos originários ao expressar uma arte decolonial e afrodiaspórica. Nascida em uma família de artistas – a família Espíndola – Iara começou a cantar com a mãe, Alzira E, e foi vocalista na banda do grande mestre Itamar Assumpção por três anos. Artista em expansão perene, é cantora, instrumentista, produtora, performer, artista visual, poeta, produtora e diretora musical. Compositora prolífica, tem mais de 100 músicas gravadas por grandes nomes da música brasileira como Elza Soares, Ney Matogrosso, Gaby Amarantos, Jaloo, Ava Rocha, Virgínia Rodrigues e Lia de Itamaracá. Iara apresenta canções de seu mais recente lançamento – o álbum Pra Te Abraçar – intercalando-as com hits de seu repertório, além de mostrar algumas músicas inéditas e interpretações exclusivas, com destaque às músicas compostas a partir do diálogo com a literatura do seu álbum lançado em 2008 Macunaíma Ópera Tupi, obra musicada do livro “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter “de Mário de Andrade.

Iara é cantora, compositora, instrumentista, produtora musical, performer, atriz e poeta


Sobre os convidados:

Felipe Holloway nasceu em 1989 na cidade de Canindé, no Ceará, mas radicou-se em Cuiabá, Mato Grosso. É formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Mestre em Estudos de Linguagem pela mesma instituição. “O legado de nossa miséria”, seu primeiro romance, foi o vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2019.

Henrique Komatsu

Nasceu em Pereira Barreto/SP e mora em Mato Grosso do Sul desde 2008. É formado em Filosofia e Direito, autor dos livros A Igreja de Pedra; Cidade Dormitório; A Menina que viu Deus; Ototo, finalista do Prêmio Jabuti, na categoria contos, em 2020. Em 2019 teve o ensaio “Dead Time” (Tempo Morto, traduzido por Catherine V. Howard) publicado na revista “Manoa” da Universidade do Havaí/EUA em volume dedicado à literatura brasileira contemporânea. Realizou residência literária em Rianxo/Espanha a convite da Editora Axóuxere e da Deputação da Corunha onde ministrou curso sobre escrita e aula aberta sobre literatura brasileira. Durante a pandemia compôs a canção “Pegada” com o compositor paranaense Troy Rossilho, sobre as angústias e os delírios do isolamento social.

José Gilberto Rozisca (MS)

José Gilberto Rozisca é formado em Letras e Direito, Mestre em Estudos de Linguagens e Doutorando em Estudos de Linguagens pela FAALC/UFMS. É gestor Museu Casa do Dr. Gabi – Espaço de Memória, equipamento cultural da Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá.

2º DIA

18/11 – FLISESC 2021 – quinta-feira. 14h às 18h – Oficina: Fábrica de Poemas: escrevendo com os olhos bocas e mãos Ministrante: Caio Ribeiro (MT) Vagas: 10 Faixa etária: 14 anos Formato Presencial Local: Sala de música Sesc Cultura Av. Afonso Pena 2270 – centro.

Uma oficina que explora o fazer poético a partir de processos não convencionais (recorte de revistas, colagens, poema blecaute, jogo de palavras e técnicas do próprio autor). Essa oficina foi criada e pensada para desmistificar o “mito do poeta-inacessível”, que é a crença de que a poesia é uma arte produzida apenas por aquelas pessoas que possuem uma sensibilidade divina. Isso não é verdade. Os poemas são produzidos também no chão das fábricas. É tornar o poema tátil, fazer com que ele caiba em qualquer mão e possa ser produzido por qualquer pessoa.

Caio Augusto Ribeiro é um ator e escritor brasileiro residente em Cuiabá/MT. Nas letras, o foco é o desvio. O poema como artifício tecnológico produtor de sentidos. Desenvolve um trabalho de dramaturgia expandida, com destaque para Ensaios Com Ela (SPECTROLAB, 2021) e Vida Provisória (Coma A Fronteira, 2021). Publicou os livros Colecionador de Tempestades (Carlini&Caniato, 2017), Manifesto da Manifesta (Carlini&Caniato, 2018), Manifesto da Manifesta: Mundo Livro (Entrelinhas, 2021) e Loucos e Sábios: O Livro dos Diamantes (Entrelinhas, 2021). É editor e fundador da revista digital Matapacos: ArteCulturaPolítica. É membro fundador do Coletivo Coma A Fronteira, onde investiga artes híbridas e intervenção urbana.

18H – OFICINA: A REINVENÇÃO DO FANTÁSTICO A PARTIR DA CONFLUÊNCIA ENTRE A LITERATURA CLÁSSICA E AS POÉTICAS AUDIOVISUAIS CONTEMPORÂNEAS Ministrante: Carolina Sartomen (MS) Número de vagas: 25 Faixa etária: 12 anos Formato Presencial Local: Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paím Av. Fernando Correa da Costa 559 – térreo – centro

A oficina tem por objetivo promover um atelier de contos de fadas. Para tanto, será realizada a leitura de contos de Charles Perrault, uma análise de adaptações destes textos para a linguagem cinematográfica, além de um breve estudo teórico sobre a Morfologia do Conto Maravilhoso, de Wladimir Propp. A ideia é observar os elementos milenarmente mantidos na estrutura destes textos literários, bem como o que vem sido reinventado na contemporaneidade. Partindo deste estudo, os inscritos realizarão os seus próprios contos de fadas, com o suporte técnico da oficineira.

Carolina Barbosa Lima e Santos (Carolina Sartomen) desenvolve, atualmente, um Estágio Pós-Doutoral no Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo. É Doutora em Estudos Literários (UFMS), Mestre em Estudos de Linguagens (UFMS) e Licenciada em Letras (UFMS). Atuou como Professora Temporária de Literatura na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul de 2019 a 2020 e atua como Professora Temporária de Literatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul de setembro de 2021. Participou, em 2016, do Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul, além de propor, desde 2008, diversas oficinas, palestras e outras atividades culturais nas áreas de literatura e cineclubismo neste mesmo estado. Seu campo de pesquisa e atuação profissional concentra-se nas seguintes áreas: Teoria da Literatura, Literatura Brasileira e Literatura Comparada.

18h30ESPETÁCULO NARRATIVO O HOMEM DO BAÚ: ESPETÁCULO CONTOS AUTORAIS E DA TRADIÇÃO ORAL. Local: Átrio Sesc Cultura Av. Afonso Pena 2270 – centro.

A Cia Ciranda e o Baú de Histórias. Neste espetáculo literário o público poderá viajar pelo mundo das histórias, onde tudo é possível, desde que você deixe fluir, criar e mergulhar na imaginação dos sonhos e da fantasia, uma oportunidade ímpar para as crianças de todas as idades, conhecerem o Pitico, o Menino que aprendeu a voar, um lugar distante povoado por GIGANTES dentre outras aventuras fantásticas.

19H30 LANÇAMENTO DA LE!A REVISTA LITERÁRIA DO SESC MATO GROSSO E NA SEQUÊNCIA – MESA LITERÁRIA MÚLTIPLXS E CONTEMPORÂNEXS: UM PERCURSO PELA LITERATURA MATO-GROSSENSE DO SUL E DO NORTE. Convidados: Caio Ribeiro (MT), Tânia Souza (MS) e Febraro de Oliveira (MS) Mediação: Karina Vicelli Local: Átrio Sesc Cultura Av. Afonso Pena 2270 – centro

Sobre os convidados

Caio Augusto Ribeiro é um ator e escritor brasileiro residente em Cuiabá/MT. Nas letras, o foco é o desvio. O poema como artifício tecnológico produtor de sentidos. Desenvolve um trabalho de dramaturgia expandida, com destaque para Ensaios Com Ela (SPECTROLAB, 2021) e Vida Provisória (Coma A Fronteira, 2021). Publicou os livros Colecionador de Tempestades (Carlini&Caniato, 2017), Manifesto da Manifesta (Carlini&Caniato, 2018), Manifesto da Manifesta: Mundo Livro (Entrelinhas, 2021) e Loucos e Sábios: O Livro dos Diamantes (Entrelinhas, 2021). É editor e fundador da revista digital Matapacos: ArteCulturaPolítica. É membro fundador do Coletivo Coma A Fronteira, onde investiga artes híbridas e intervenção urbana.

Febraro de Oliveira nasceu em Campo Grande em 1998. É escritor e professor de poesia, tendo ministrado aulas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande, Sesc e espaços independentes. Também possui um curso de poesia online e publicou três livros do gênero, entre eles. Uma festa para o fim do mundo, vencedor do Prêmio Leia MS e do Prêmio de Reconhecimento Popular, na categoria Livro do Ano. Recentemente, lançou seu romance de estreia, Uirapuru.

Tânia Souza nasceu em Bela Vista – MS, é professora e escreve poesias, contos, crônicas e histórias de terror. Publicou recentemente o livro “Entre as rendas dos ossos e outros sonhos desabitados” parte da Coleção II – Mulherio das Letras (poesia – Editoras Venas Abiertas). Na literatura infantojuvenil escreveu sobre gatinhos pretos, sorte e azar, em “ Um gato no jardim” (Editora Estronho); pulgões e joaninhas em “Bichinhos da Horta” (publicação independente) e um encontro surpreendente, em “Uma visita inesperada” (e-book). Publicou também os livros “De(S)amores e outras ternurinhas” ( poesia – Editora Estronho), “Estranhas Delicadezas” (contos – Editora Estronho), “Perverso Natal” ( Conto – Amazon). Colaboradora da revista Caligo, participa de antologias diversas e seus textos podem ser encontrados nos seguintes espaços virtuais:

Karina Kristiane Vicelli é professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) desde 2015. Onde atua como Coordenadora de Pesquisa e Inovação do IFMS campus Dourados. Defendeu a tese de doutorado em 2018 na UFMS, publicada em 2021 pelo Arrebol Coletivo com o título “Violência e Bastardos na obra de Ana Paula Maia”. Em 2008, concluiu o mestrado na mesma instituição, comparando imagens do filme Caramujo-flor (1988) de Joel Pizzini com a poesia de Manoel de Barros. Atualmente, faz parte dos grupos de pesquisa Historiografia literária, cânone e ensino (UNB), Estudos de Narratividade (UEMS) e Educação Profissional, Inovação & Interdisciplinariedade (IFMS), orientando pesquisas nas áreas de literatura brasileira contemporânea, línguas indígenas e ciências humanas. Colabora como assistente de curadoria da Feira Literária de Bonito (FLIB) desde 2015. Participou da publicação “Baú de Barro(s): ensaios sobre a poética de Manoel de Barros”(Campinas, Pontes Editores, 2019).

3º DIA

19/11 – FLIISESC 2021 – sexta-feira

14H ÀS 18H – OFICINA: COMO CONTAR HISTÓRIAS UTILIZANDO RECURSOS SONOROS Ministrante: João do Couto /Cia Ciranda (MT) Vagas: 30 Faixa etária: 14 anos Formato Presencial Direcionada a profissionais da educação, bibliotecários, contadores de história, público em geral. Local: Sala de música Sesc Cultura Av. Afonso Pena 2270 – Centro.

Breve fundamentação teórica sobre a arte de narrar histórias • Vivências práticas de maneira lúdica e didática, a serem realizadas de forma progressiva como: – Escolha preparação e da história – Memorização, criatividade, resumo e enriquecimento da história. – Expressão corporal e vocal • Troca de experiências com o contador e escritor.

O mato-grossense João Luiz do Couto é escritor, diretor teatral e contador de histórias, autor dos livros: Um menino bom de bola, Editora Giostri, SP 2008; Guerreiros do futebol, Scotcci Editora, SP 2008; O elefante que não sabia escovar os dentes, Editora Gistri, SP 2009; Pepê porquinho porcalhão, Editora Giostri, SP 2010; Pitico o menino que aprendeu a voar, Editora Giostri, SP 2011; Diacuí o peixinho teimoso, Editora Giostri, SP 2012; Essa história eu conto assim, (organizador) Editora Giostri, SP 2011; História ao (pé do ouvido, (participação), Editora Giostri, SP 2011; Pedrão quebra pedra, Editora Papo Abissal, POA 2014; Duas taças, Editora Giostri, SP 2017; E o pato? Editora Giostri, SP 2017; BenI o Inventador de Mundos MT 2019.

18H30ESPETÁCULO TODA FORMA DE AMOR – BADAIÁ ARTE Classificação: Livre, indicado a partir dos 06 anos. Duração: 60 minutos.

Narração de histórias literárias contadas oralmente. Badaía Arte é um grupo que crê na arte como ferramenta de interação e transformação social. Uma pessoa pode comer um peixe e se apaixonar? Uma princesa pode não querer se noivar e, ainda assim, amar? Uma galinha pode deixar toda sua pompa de lado para ver que o que interessa é se sujar na lama? O amor pode responder todas essas questões e é nisso que se debruça essa sessão de narração de histórias, apresentar inusitadas formas de amar da literatura e do folclore. O amor é muito mais cheio de formas e sabores do que imaginamos.

19H30MESA LITERÁRIA UM ATO DE VERBALIZAR PALAVRAS E AFETOS

Convidados: Joâo do Couto/ Cia ciranda (MT), André Ramalho (MS)

Mediação Marcelle Saboya (MS).

Sobre os convidados:

João do Couto

O mato-grossense João Luiz do Couto é escritor, diretor teatral e contador de histórias, autor dos livros: Um menino bom de bola, Editora Giostri, SP 2008; Guerreiros do futebol, Scotcci Editora, SP 2008; O elefante que não sabia escovar os dentes, Editora Gistri, SP 2009; Pepê porquinho porcalhão, Editora Giostri, SP 2010; Pitico o menino que aprendeu a voar, Editora Giostri, SP 2011; Diacuí o peixinho teimoso, Editora Giostri, SP 2012; Essa história eu conto assim, (organizador) Editora Giostri, SP 2011; História ao (pé do ouvido, (participação), Editora Giostri, SP 2011; Pedrão quebra pedra, Editora Papo Abissal, POA 2014; Duas taças, Editora Giostri, SP 2017; E o pato? Editora Giostri, SP 2017; BenI o Inventador de Mundos MT 2019.

André Ramalho

É autor do livro Trechos e textos, publicado pela editora Letraria , e Professor de História, Mestre em Estudos Fronteiriços. Nasceu em Corumbá/MS, onde leciona em escolas públicas das redes estadual e municipal. Sempre com a música, às vezes Músico Profissional, geralmente, integrante da vida noturna.

Marcelle Saboya

É formada em Letras. Atua com curadoria e produção cultural na Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá. É idealizadora e mediadora literária do Clube Leituras di Macondo.

4 visualizações0 comentário