• Ana Paula Ostapenko

Folk na Rua leva músicos regionais de volta a apresentações na 14 a partir deste sábado

Muito mais que a busca pela fama, o que um músico autoral quer é ter seu trabalho reconhecido, ouvido, lido, declamado. E quem nunca reparou a cena de um filme antigo em que aparece um artista com seu violão e seu chapéu levando suas letras, sua melodia pelas ruas de uma cidade?


Em Campo Grande, Capital do Mato Grosso do Sul, um grupo de ‘cantautores’ resolveu se unir de forma a tornar seu trabalho público muito além das redes sociais ou em bares, mas sentindo de perto o público em seu melhor formato, pelas ruas.

O palco deste coletivo de músicos no qual nasceu o movimento Folk na Rua é um dos principais acessos na região central da Cidade Morena: a Rua 14 de Julho.

A partir deste sábado (6) o Folk na Rua, projeto que nasceu em 2018, estará de volta em pontos estratégicos da Rua 14, com a anuência dos lojistas e em meio ao vai e vem da rotina diária, por onde passam milhares de pessoas todos os dias.

Os músicos estarão apresentando seus trabalhos no período entre as 11h e as 13h30, na quadra entre as ruas Barão do Rio Branco e Dom Aquino. Na ocasião, se apresentam Jimmy Andrews, Beca Rodrigues, Lau Castro e Dudu Ávila.

Um dos fundadores do grupo, o músico Jimmy Andrews, lembra que a ideia é ir pouco a pouco conquistando o gosto popular e construir um patrimônio cultural. “O grande barato é gerar sentido em espaços que estavam desumanizados e agora estão ocupados, essa é a grande sacada desse projeto”, afirmou.

“Quem nunca assistiu, pode procurar o filme chamado o Som do Coração, de August Rush, onde o protagonista, estrelado por Evan Taylor, se apresenta pelas ruas, com seu violão. É uma cena clássica, muito bonita e fala muito sobre aquilo que buscamos enquanto músicos, encontrar nossa essência e apresenta-las ao público”, finalizou Jimmy.


O grupo formado por oito músicos apresenta um repertório variado que vai do rock ao samba tendo como característica principal o fato de cantarem suas próprias composições. “Daí vem o termo cantautores”, finalizou Jimmy.

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