• Ana Paula Ostapenko

Parque das Nações Indígenas é ponto de encontro do Sarau de Cidadania e Cultura


Durante todo o mês de julho o principal parque de Campo Grande volta a ser palco da arte, cultura e cidadania sul-mato-grossense. É que o grande espaço de eventos, mais conhecido por redondo, sediará toda a programação do Festival Sarau de Cidadania e Cultura no Parque nos próximos quatro fins de semana, dias 10, 17, 24 e 31.


“O público que for ao Sarau no Parque pode esperar muita integração e diversidade nas apresentações, porque temos desde artistas com carreira consolidada até iniciantes, novos talentos. A proposta é assegurar que todos tenham acesso a esse espaço de manifestação da arte”, afirma Thathy Dmeo produtora do Festival Sarau de Cidadania e Cultura no Parque.


Para o próximo domingo (10) já confirmaram presença, no palco do evento, os artistas: Dovalle, Pretah, Vozmecê e Marta Cel (Música); Cia de Artes Rob Drown (Cultura Popular); , Terezinha Pantaneira (Poesia); Aldeia Lagoa Bonita, com a dança “Ciputrema das Mulheres” (Cultura e Tradições Indígenas); Anderson Lima, Nilce Maciel e Juninho (Palhaçaria/Circo); Maurício Saraiva (Artes Visuais); Liga Breaking (Arte Urbana/ Hip Hop) e Julio Rushel (Show/Vogue), artista do município de Corumbá.


Nos stands, os trabalhos artísticos ficarão por conta de Mara Calvis (Literatura); Espaço Brincantes, com Mara Rojas (Oficina para crianças); Coletivo Sul-Mato-Grossense de Artesanato (Economia Criativa); Coleção Maria Diq (Moda e Design) e IAPPEC - Instituto de Apoio, Proteção a Pesquisa, Educação e Cultura (Gastronomia).


Mais do que mero entretenimento, o sarau representa também a retomada da arte de um dos mais importantes espaços públicos da Capital. Um local que já foi pano de fundo de apresentações de grandes nomes da música brasileira e até de companhias internacionais de teatro.


Ao todo, serão quatro domingos em que o Parque das Nações Indígenas será tomado pela música, teatro, dança, cinema, literatura, poesia e tantas outras linguagens artísticas. De lá, a equipe segue para outros parques da cidade, como enfatiza a produtora do festival.


“Devido a sua representatividade, o Parque das Nações foi escolhido para dar início às atividades do projeto. Ali é um espaço que a população já tem, no seu inconsciente, como um lugar de grandes atrações. Sem falar que muitos artistas de Campo Grande e do interior do MS projetaram sua carreira ali. Além de ser um espaço aberto, com a natureza em diálogo com a sustentabilidade, que está diretamente ligado à proposta do nosso projeto”.


Vem mais por aí


E tudo isso é apenas o começo. A organização do Sarau no Parque afirmou que as atividades seguem até dezembro, ou seja, a cada novo domingo a cultura e a cidadania tomam conta de um parque da cidade.


Com caráter itinerante, o evento pretende reunir famílias e amigos em espaços públicos. Tudo para valorizar o que por muito tempo a pandemia nos tirou: o direito de abraçar e curtir alguém especial durante um dia de lazer aos fins de semana.


“A arte muitas das vezes passa despercebida em nosso cotidiano e foi justamente ela que nos manteve no período de pandemia seja pelos filmes em streamings, lives, livros, enfim, uma infinidade de canais. Então, acredito que o sarau vem resgatar o que nos foi retirado - esse contato direto com a arte - e, claro, validar a importância do trabalho da classe artística regional perante a população campo-grandense”, lembra ela.


Ao todo, serão 25 edições itinerantes do sarau que contará com a participação de mais de 400 atrações artísticas. Um dos objetivos é contemplar tanto profissionais da cidade como do interior do Mato Grosso do Sul.


“Por nove anos, fui produtora de um outro projeto,o ‘Sarau dos Amigos’, um trabalho com o mesmo viés de integração e de democratização do acesso à cultura. Em um palco muito menor do que o do atual projeto, conseguimos fazer a arte circular. A partir desta bagagem, desenhamos um novo trabalho que promova um diálogo similar com a sociedade e que sirva de vitrine aos artistas" afirma Thathy Dmeo que vê nesta linha um lugar de oportunidades para, “Todo artista se desenvolver, considerando que o cachê, que temos a oportunidade de ofertar, muitas das vezes chega a eles para melhorar algo em seu trabalho e isso retorna à sociedade enquanto produto a ser consumido”.


A grade de programação do Sarau no Parque segue aberta até o final do semestre. Os artistas interessados em participar devem fazer a inscrição pelo site (www.secic.ms.gov.br). Basta clicar no banner relacionado ao evento e preencher o formulário. A seleção dos trabalhos é feita por uma curadoria.



Serviço


Festival Sarau de Cidadania e Cultura no Parque

Data: Dias 10, 17, 24 e 31 de julho

Horário: 16h às 20h

Local: Parque das Nações Indígenas - Campo Grande

Entrada gratuita


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