• Ana Paula Ostapenko

Pesquisa inédita sobre redes de Economia Criativa é tema de relatório lançado em Campo Grande


A Economia Criativa (EC) tem sido apresentada como a estratégia de desenvolvimento mais significativa da última década. Sabe-se que ela compreende setores cuja origem da geração de valor econômico está na criatividade, no conhecimento e no talento individual e coletivo que possuem potencial para criação de riqueza e empregos por meio da geração e exploração de ativos criativos, em particular nos aspectos simbólicas da produção cultural local e regional.

Nesse contexto, o projeto “Redes Híbridas de Cultura: cartografia relacional da economia criativa e solidária em Campo Grande”, teve como objetivo mapear a constituição de redes de economia criativa e de economia solidária a partir dos arranjos constituídos entre setor público, iniciativa privada e, sobretudo, com os grupos artísticos e empreendedores dos diferentes setores da economia criativa em Campo Grande.

O projeto é uma idealização de Adriano Castro Pacheco, pesquisador em economia da cultura, economia criativa e solidária, doutorando em Administração no Programa de Pós-Graduação da Escola de Administração e Negócios da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “A proposta lança luz à aspectos pouco explorados na academia, notadamente quanto à dimensão simbólica e substantiva das iniciativas que constituem a cultura de Campo Grande”. A gastronomia local/regional, o artesanato, o patrimônio material e imaterial, os festejos etc. são setores cujas iniciativas estão completamente embebidas de contextos simbólicos, de tradições e identidades atreladas ao pantanal, ao homem do campo, aos territórios rurais e à própria história do estado de Mato Grosso do Sul”, comenta Adriano.

O trabalho conta ainda com reflexões teóricas do professor do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAD/ESAN), Dr. Elcio Gustavo Benini, pesquisador da área da economia solidária e trabalho associado.

Financiado com recursos da Lei Aldir Blanc, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e da Prefeitura Municipal de Campo Grande, o projeto foi realizado em etapas, durantes os meses de janeiro à abril de 2021, contemplando levantamento bibliográfico, documental, entrevistas, análise de dados e a sistematização e disponibilização dos resultados da pesquisa em plataforma web com acesso gratuito.

Foram quase 70 iniciativas mapeadas e estudas em Campo Grande, que atuam em pelo menos um dos setores da economia criativa e/ou solidária. Os resultados da pesquisa estão consolidados em um relatório técnico-científico, disponibilizado em ambiente web, com acesso gratuito no portal e-Criativo Plataforma de Documentação e Memória:

http://www.portalecriativo.com.br/blog/relatorio-redes-hibridas-de-cultura/27

Para o idealizador do projeto “trata-se de uma importante e inédita iniciativa de preservação da memória, do mapeamento e registro das inúmeras relações entre os empreendimentos que constituem a cultura de Campo Grande, com seus mais variados setores e dinâmicas econômicas a partir de arranjos fundamentados em produções simbólicas materiais e imateriais, que servirão de supedâneo para a construção de políticas públicas futuras”, finaliza Adriano Castro.

7 visualizações0 comentário