• pedrodemoraesmartine

Son of the South: o racismo e os direitos civis

Sim, “Son of the South (Filho do Sul) é um filme a respeito dos direitos civis nos anos 1960 e sobre um herói branco com ícones negros da vida real, como Rosa Parks e o reverendo Ralph Abernathy, e sim, este é um artigo cinebiográfico que poderia ter sido feito há 40 anos - é uma história real sobre um homem que denunciou sua linhagem racista e se dedicou à causa, um homem que ainda está vivo até hoje, e é uma história que vale a pena ser contada.


A produção é baseada na autobiografia premiada de Bob Zellner de 2008 O Lado Errado de Murder Creek: Um Sulista Branco no Movimento pela Liberdade. Junto a tal escritor, o diretor Barry Alexander Brown faz um trabalho sólido de recriação dos arredores do Sul dos E.U.A no início dos anos 60. Seguimos a jornada de Bob (Lucas Till) enquanto ele faz a transição de simpatizante da linha "lateral" para ativista da linha de frente no movimento dos direitos civis, em uma história carregada de emoção que tem um impacto sólido, e serve como uma lição histórica valiosa além de, infelizmente, lembrar-nos que, mais de meio século depois, ainda temos um longo, longo caminho a percorrer.





Pegamos a história de Bob em Montgomery, Alabama, e ele acabou de se formar em um colégio metodista, nesse momento ele deveria seguir para o norte, para a Universidade d Ivy League mas, uma grande mudança ocorre para o "lado errado" dele que é filho de um pregador e de um professora e tem um avô na KKK. Bob é um cara bonito e querido como um astro de cinema, e está noivo da bela sulista Carol Ann (Lucy Hale), que vem de uma família rica e fica obcecada com os seus planos juntos.




Bob acredita no crescente movimento dos direitos civis, principalmente em um sentido acadêmico. Sim, a premissa do interesse no assunto era, uma tese sobre relações raciais, Bob e um punhado de colegas de classe fazem uma jornada para conhecer o Rev. Abernathy (Cedric the Entertainer) e Rosa Parks (Sharonne Lanier), que se divertem com a ingenuidade de Bob, mas dão boas-vindas graciosamente ao grupo. Isso desencadeia uma série de eventos onde Bob testemunha o horrível racismo perpetuado por funcionários do governo, polícia e cidadãos brancos contra ativistas negros, e isso muda o curso de sua vida para se juntar ao movimento.






Lucas Till não é um ator expressivo aqui, e há momentos em que sua atuação como Bob chega ao limite, cok ele carregando consigo uma seriedade que se adapta ao papel. Os papéis e performances mais vistosos pertencem a Cedric the Entertainer, e do falecido Brian Dennehy que em uma de suas últimas performances interpreta o avô de Bob, líder da Klan, que fica horrorizado com as ações de seu neto. Sessenta segundos depois que esse cara aparece na tela, nós já o detestamos - e, claro, isso é a prova de que Dennehy incorpora facilmente qualquer papel.





Son of the South deveria ser uma ferramenta valiosa em qualquer plano de aula de História do ensino fundamental ou médio. A luta pela igualdade ainda não acabou, e essa história é tão relevante hoje quanto era quando os amigos de faculdade de Bob Zellner não viam nada opressivo ou ofensivo em "bater negro" aleatoriamente na rua. Só eram livres mesmo os brancos maiores de 21 anos, naquela época.


5 pipocas!




14 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo