• Ana Paula Ostapenko

Teatro Fora do Eixo segue roda de conversa, online, na terça e quinta-feira


Com a pandemia, encontro entre plateia e artistas ainda não tem uma data certa para acontecer e as plataformas virtuais continuam sendo o caminho viável para amenizar o distanciamento social. Neste sentido, o projeto Teatro Brasileiro Fora do Eixo segue os seus trabalhos com a roda de conversa promovida entre o entrevistador, Fernando Lopes (diretor da Cia Teatro do Mundo) e a classe artística de Campo Grande.

Na rodada desta semana os entrevistados serão os artistas e produtores culturais Laila Pulchério, na terça-feira (9) e Vitor Samudio, na quinta-feira (11). A primeira entrevistada faz parte da Cia Circo do Mato, enquanto o outro é integrante da Urgente Cia de Teatro. As duas transmissões ao vivo serão feitas, às 19h, pelo Instagram da própria Cia Teatro do Mundo: @teatrodomundo.

"Esta é a segunda temporada do 'Teatro Brasileiro Fora do Eixo'. Nesta fase, realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, a proposta é ser um trabalho voltado somente ao teatro de Campo Grande", explica Fernando Lopes, propositor do projeto que foi contemplado com a verba emergencial do governo Federal por meio de edital da Sectur - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Acostumada a estar mais nos bastidores do que nos holofotes da cena, propriamente, Laila Pulchério tem acompanhado todas as lives e aprovado a iniciativa do colega de profissão. "Sou por natureza, pessoa dos bastidores, não estou acostumada a ficar em evidência. Mas gostei muito do projeto. Tenho acompanhado todas as lives, nem sempre posso assistir ao vivo, mas, o fato de ficar disponível na internet facilita bastante. Assisti a todas", garante.

Por fazer jus ao nome, o projeto sai do eixo Rio-São Paulo - o nicho teatral mais conhecido do Brasil, dá enfoque às artes cênicas de outras localidades. Desta vez, as luzes estão voltadas a realidade artística da Capital. "Convivemos há tanto tempo com os colegas e nessas lives, tivemos a oportunidade de conhecer histórias que antecedem nossas relações. É um projeto que faz o registro da história do teatro e das artes cênicas de Campo Grande. Pessoas que fazem, que realizam e isso é muito importante. Além da habilidade do Fernando em conduzir as conversas", avalia a produtora cultural.

Na quinta-feira (11), será a vez de conhecer um pouco mais do trabalho do produtor e diretor de teatro Vitor Samudio. Lembrando que se, porventura, você não conseguiu acompanhar as entrevistas passadas é possível conferir, na íntegra, no Instagram - @teatrodomundo. Todas as conversas estão disponibilizadas nesta rede social.

"Acredito que seja um projeto que oportuniza aos mais jovens, iniciantes na área, a conhecerem um pouco da vivência dos entrevistados. Sem contar que é precioso modo como Fernando desperta o início de tudo na vida de cada um/uma. A primeira pergunta que costuma fazer é

a mais interessante", diz Pulchério.

A pandemia é outro ponto impossível de deixar de lado dentro das lives. "Estamos pagando um preço muito alto. Não poder realizar nosso trabalho é muito difícil, onera nossas finanças de forma significativa. Nunca ganhamos muito financeiramente, mas, agora [longe dos palcos], precisamos manter nossas famílias e também nossa sede [Cia]. Seguimos, na espera de dias melhores.", argumenta a produtora.


Cia Teatro do Mundo

A Cia Teatro do Mundo é um coletivo de artistas, que surge em meio ao caótico ano de 2020 e tem como principal objetivo usar o teatro como ferramenta de pesquisa e trabalho, com o intuito de colaborar por um mundo melhor.

O grupo é formado por Fernando Lopes, Begét de Lucena, Helena Soares e Douglas Moreira e já fez várias apresentações de espetáculos infantis em formato drive in, no estacionamento de um shopping da Capital. Também circulou pelo interior do Estado.

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